24 maio 2014

Respeitar os outros (Penso Assim)

Tenho a sorte de ter um excelente professor de sociologia. As áreas humanas são belas e excelentes maneiras de se ensinar a pensar, a criar opiniões. Mas nem todo professor sabe fazer isso, e por isso mesmo, há tanto aluno que detesta as famosas filosofia e sociologia (eu mesma não gostava até o ano passado)...
Toda aula desse professor saio com uma opinião mudada (ou ainda mais firmada), não porque ele nos obriga a pensar do jeito dele, mas porque nos ensina a pensar por nós mesmos. Ele nunca nos julgou ou tentou dizer que estavámos errados. Só ensina o raciocínio, e nos faz explicar o porquê de cada opinião.
Mas essa última aula me fez finalmente saber quem eu sou. Sempre me senti muito mal por aceitar tudo. Não que eu seja confusa, como muita gente denomina as pessoas relativistas. Eu tenho minhas opiniões, todas elas bem concretas sobre tudo (o que não significa que elas não possam mudar, porque como diria Forcault, "Não me perguntes quem sou, não me mandes permanecer o mesmo"). Detesto rótulos e não gosto de rotular ninguém, nem a mim mesma. Sou muitas vezes julgada por defender TODOS, sem me importar se eu concordo ou não com o que ela pensa/faz/ouve/veste. Porque acho que opinião cada um tem a sua e isso deve ser respeitado, idependente do que eu penso. Como a frase (que não sei quem disse) que me define muito: "Não concordo com a sua opinião, mas vou lugar até o fim por ela". Simplesmente respeito.
A aula sobre ETNOCENTRISMO (ato de achar que a sua própria cultura é a única certa e o outro está errado) me ensinou dois opostos. O etnocentrista é aquele que acha que só sua cultura é a boa, é a certa, é a normal. E o relativista é o que acha que o certo é relativo, o legal é relativo, o bom é relativo, vai depender da opinião de cada um.
Por ser posta em diversos grupos diferentes (o evangélico, o otaku, o roqueiro, o politico, entre outros), sempre ouvi um grupo falando do outro como se fosse 'errado' ou 'ruim.
Talvez tenha sido isso que me tornou tão relativa. Sempre aprendi a respeitar a opinião, aceitar todas elas, sem julgamento, porque sempre estava metida em muitos grupos considerados "inimigos" entre si.
A vida me fez relativista. E eu sempre achei que fosse 'deslocada' porque sempre me sentia perdida em qualquer um desses grupos quando havia esses julgamentos de outros grupos. Na última aula de sociologia, me senti especial. Por saber que no meio daquelas vinte e poucas pessoas, era uma das poucas que não precisei me sentir um pouco etmocentrica. Porque seja lá o que for, sempre vou defender a liberdade.
Aí aproveitando o post, vou deixar claro algumas coisas, pra nunca mais me incomodar sobre nada disso:

* Não sou feminista nem machista, sou a favor da igualdade
* Sou cristã evangélica e apoio a liberdade religiosa para TODOS, e sou sim, contra a não-aceitação de religiões-afros.
* Apoio o casamento homossexual e a adoção de crianças por eles porque tenho amigos gays que merecem respeito, e acho que isso ajudaria muita criança a ter uma família.
* Não acho que quem gosto de funk seja tudo burro ou sem cultura. Aliás, curto funk (com exceções) e é sim uma cultura. Pesquise antes de falar.
* Fazer tatuagens, escutar rock, pintar o cabelo de rosa/roxo/verde/azul não te faz retardada ou drogado
* Gostar de anime/desenho animado/conto de fadas/bricar/fadas não te faz criança
* Gostar de HP, bruxas ou fadas tbm não te faz satanista ou feiticeira

Enfim, pessoas, parem de julgar e rotular. As pessoas são diferentes, comece a aceitar isso e se importar mais com sua própria vida e seja mais feliz!

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