02 agosto 2017

Vamos falar sobre AMAR A VIDA

Esse post foi bem difícil pra mim, porque é difícil explicar um sentimento totalmente novo. Mas vamos a tentativa.
Quem nunca foi um provável suicida sequer imagina o que é odiar a vida mais do que qualquer outra coisa no mundo. Sério. Eu lembro que odiava qualquer coisa que tivesse a ver com viver: sair, comer, tomar banho, me cuidar, ficar bonita ou sorrir. Odiava ainda mais festas e convenções sociais. Odiava o natal, meu aniversário, odiava cócegas. Odiava ter que levantar cedo, ir a escola, trabalhar ou ver pessoas. Eu odiava a vida.
Mas, cara, demorou muito pra chegar no estágio em que estou hoje. De verdade. Foi muito difícil e trabalhoso.
Tem gente que sequer sabe o que é amor pela vida. E não tô falando dos que são supostos depressivos ou suicidas. Falo das pessoas comuns. Acham que amar a vida é amar rir até a barriga doer, comer comida de mãe, gritar em uma montanha russa ou beijar três numa noite. Isso tudo é muito bom, eu tenho certeza.
Mas amar a vida... Isso vai muito além das coisas maravilhosas. Amar a vida é amar acordar no frio de manhã cedo, é amar seu emprego, as risadas com as colegas de trabalho às 8 da manhã. É amar as brigas com seu marido ou filho, porque sem eles não haveria briga. É amar se cuidar, seja do cabelo, da pele, da roupa, dos olhos, da maquiagem... É colocar sua saúde acima de tudo, porque sem ela, a vida pode embora, e cara, a vida é o máximo! É querer cuidar do planeta e de todos os pequenos moradores dele, pra que mais e mais descendentes seus aproveitem essa imensidão azul que chamamos de Terra. É querer encher a casa e o planeta de filhos, porque criança é o ser mais puro da vida. Amar a vida, é amar cada ser humano no mundo, mesmo aqueles que você deveria odiar, porque agora você sabe que são só pessoas que não sabem o quanto a vida é maravilhosa! Porque amar a vida é cuidar da sua e deixar os outros em paz, porque viver é ótimo, então porque não deixar todos viverem? Amar a vida é amar cada momento, mesmo aqueles que você chora, como a morte e a doença, porque é nessas horas, que mais você dá valor a vida.
Amar a vida é mais do que tudo chegar ao auge do que é auto-estima. É se amar é amar cada pedacinho de ser você.
Porque vale muito muito a pena viver.

18 julho 2017

Vamos falar sobre mitomania

Eu nunca contei isso a ninguém nem mesmo a minha família, a não ser quando alguém era atingido por isso, e mesmo assim escondia o máximo que podia. Eu tinha vergonha de como isso me atingia, machucava e afastava as pessoas.
Eu escondi da minha família meu diagnóstico dado por psicólogo, psiquiatra e neurologista.
Essa semana resolvi que já estava madura o suficiente para me expor e explicar para o mundo o que é e por que tenho mitomania.
Vamos começar com o que é.

Mitomania é dividido em três tipos: a mitomania psicológica, a mitomania negativa e a mitomania neurológica.
A mitomania psicológica é uma mania de mentir um pouco mais avançada que a compulsão por mentiras. Normalmente a compulsão se agrava até se tornar mitomania. A diferença entre uma e outra é bem pequena mas faz toda a coisa ser entendida. No caso do mitomaníaco, ele realmente acredita na própria mentira a ponto de nunca se contradizer nelas. A mentira se diferencia da mitômania (assim chamamos as histórias do mitomaníaco já que estas nao são caracterizadas como mentiras) por simples crédito. O mentiroso ou compulsivo se enrolaria na hora de contar uma mentira descoberta. Um mitomaniaco saberia exatamente o que fazer. Porque ele acredita. Mas bem no fundo sabe que nao é verdade.
A mitomania negativa é a evolução de uma mitomania psicológica sem tratamento. Ela se define por uma espécie de alucinação momentânea que cria uma cena extremamente dramática mesmo que a cena já tenha acontecido (com outros). Há casos famosos de mitomania negativa como a mulher que machucou a si mesmo dizendo que tinha sido assaltada ou a outra que disse que estava presente nas torres gêmeas no dia do atentado. São pessoas que querem chamar a atenção para si para verem se alguém se importa com elas. São normalmente pessoas depressivas e suicidas.
A mitomania neurológica é a mais complexa de entender, pois envolve mais o físico que o psicológico. As amigdalas são a parte do cérebro responsável pelas emoções, incluindo sonhos, desejos profundos e alucinação. Os hipocampos são os responsáveis por criar uma memória. Essa forma de mitomania é muito rara, cerca de 0,01% dos casos. Mas ela é uma coisa que acontece em um acidente ou nasce com a pessoa (ou um pouco dos dois). Trata-se de uma confusão entre hipocampos e amigdalas, a tal ponto que as emoções/desejos/sonhos tornar-se memórias! Sim, a pessoa nao apenas acredita na própria mentira, mas realmente "viveu" aquilo. Mesmo que isso nunca tenha acontecido, pra ela aconteceu, porque foi criado pelos hipocampos (que criam as memórias).

Bom, vamos a minha história. Eu tinha uma mistura de mitomania negativa com neurológica até meados de 2014, quando o Senhor resolveu me curar da negativa (que mais me prejudicou) porque era o que eu mais pedia desde minha volta para a igreja. A neurológica, desenvolvida por uma batida na cabeça num acidente de bicicleta em 2002 (provavelmente. Como fui diagnosticada em 2008, nao há como saber se era algo nascido comigo ou pelo acidente, mas o médico ficou com a segunda opção, já que também deu a enxaqueca infecciosa como causada pelo mesmo acidente), me fez passar por poucas coisas mais terríveis até agora, já que ela normalmente contava histórias que nao prejudicam ninguém. Mas pareceu a mim que algo a ver com a mitomania aconteceu nos últimos tempos comigo e eu desde então, estou bem deprimida pelo ocorrido. Por isso, resolvi criar essa postagem. Nunca contei meu diagnóstico para ninguém da minha família. Eles sabem, mas nao que é algo neurológico. Minhas amigas que sabem creio que também nao tenham entendido completamente a questão.
Bom, como disse, me senti madura o suficiente pra lidar com as consequências dessa revelação. Qualquer dúvida falem direto comigo, por favor.

23 janeiro 2015

Ligação de emergência (Sobre o filme)

Há tempos não via o filme que me empolgasse e me envolvesse tanto.
O desenrolar do filme é tão bom desde o primeiro até o último instante, que seus olhos se prendem a tela como um imã.  É algo que simplesmente te prende, o que dificilmente acontece comigo com algo que não seja lido.
Os personagens são muito reais e psicologicamente bem descritos entre as cenas que te deixam com os olhos fitos.
A história é completamente empolgante. Vale a pena assistir. Vale a pena cada segundo.

Opinião: Perfeito!
Nota: 5 estrelas