Uma das coisas mais curiosas sobre a maternidade e a paternidade é a quantidade de palpites que recebemos.
Se a criança faz birra no mercado, ouvimos: "Ah, deixa. Criança apronta mesmo." Se desobedece, dizem: "É só uma fase." Como se o fato de ser criança fosse justificativa para não educar.
Mas criança apronta mesmo. E é justamente por isso que precisa de educação.
Crianças são pequenas, inexperientes e vulneráveis. Ainda estão aprendendo sobre limites, segurança, respeito e convivência. Elas não sabem todas as consequências das próprias escolhas e nem sempre conseguem regular suas emoções. Precisam de alguém que as guie.
E isso exige autoridade.
Não estou falando de violência, humilhação ou medo. Autoridade não é gritar, bater ou controlar pela força. Autoridade é assumir a responsabilidade de conduzir alguém que ainda não consegue conduzir a si mesmo.
A autoridade existe para proteger.
É a autoridade que impede a criança de correr para a rua, de machucar outra pessoa, de fazer algo perigoso para si mesma. É a autoridade que ensina que nem todo desejo precisa ser realizado imediatamente, que existem limites e que a vida em sociedade tem regras.
Não podemos exercer esse papel sendo apenas amigos ou nos colocando como iguais. A amizade é importante, mas a criança precisa, antes de tudo, de adultos que sejam porto seguro e direção.
Ela precisa de alguém que diga, com amor e firmeza: "Por aqui não. Vamos por este caminho."
Porque, no fim das contas, educar não é dominar uma criança. É usar a autoridade que temos para proteger alguém que ainda está aprendendo a caminhar pelo mundo. ❤️



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