Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

26 junho 2026

O amor transforma: mudança não brusca


Existe uma ideia equivocada de que, ao se casar, duas pessoas devem permanecer exatamente as mesmas para sempre, como se qualquer mudança fosse perda de identidade. Há também o extremo oposto: acreditar que o casamento é uma missão de reformar o outro. Nenhum dos dois reflete a beleza do amor.

O amor romântico dentro do casamento tem um poder transformador. Não porque impõe, exige ou controla, mas porque aproxima dois mundos diferentes e os convida a caminhar lado a lado.

A mulher que nunca gostou de filmes de ação aprende a se interessar por alguns porque gosta de passar tempo com o marido. O homem que jamais reparava nas pequenas coisas passa a perceber detalhes porque sabe que aquilo faz a esposa sorrir. Um aprende a falar mais, o outro aprende a ouvir melhor. Um se torna mais paciente, o outro mais leve. Sem perceber, ambos começam a carregar um pouco um do outro.

Essas mudanças não acontecem de forma brusca. Não são fruto de manipulação, medo ou obrigação. São resultado da convivência, da admiração, do desejo de servir e do prazer de amar. O amor saudável não apaga quem somos; ele nos lapida. Não nos prende; nos amplia. Continuamos sendo nós mesmos, mas nos tornamos versões mais maduras, mais sensíveis e mais capazes de amar.

No lar, pequenas adaptações diárias vão construindo algo maior. São renúncias voluntárias, gestos de consideração e aprendizados mútuos que, ao longo dos anos, transformam duas pessoas em uma equipe profundamente unida. Olhando para trás, muitos casais percebem que não são mais os mesmos de quando disseram "sim". E isso não é um fracasso do amor. É justamente uma das suas mais belas obras.

Talvez seja por isso que o amor no casamento também nos ensine algo sobre Deus. Cristo não nos transforma pela força nem nos arrasta para a santidade em um único dia. Ele nos ama, caminha conosco, trabalha em nós com paciência e graça. Sua obra acontece pouco a pouco, em um processo constante e cheio de misericórdia.

O amor de Cristo é como a aurora: primeiro uma claridade tímida, depois uma luz cada vez mais intensa, até que chega o dia perfeito. Assim também é a transformação produzida pelo amor verdadeiro: silenciosa, gradual e profundamente bela.

21 junho 2026

Gabriel

Meu herói

Gabriel nasceu há dez anos, quando eu tinha apenas seis meses de casamento. Foi um começo difícil. Muitas mudanças aconteceram em pouco tempo e a depressão pós-parto me afundou a ponto de eu mal perceber seu crescimento. Olhando para trás, dói lembrar disso.

Mas, com apenas um ano e meio de idade, Gabriel me salvou.

Ele virou meu herói. Foi ele quem me fez mãe de verdade. Foi com ele que aprendi o que era atenção, presença, carinho e amor. Aquele amor incondicional que só uma mãe conhece. Foi ele quem me ensinou a sair de mim mesma para enxergar o outro.

Gabriel era diferente desde que me lembro. Um bebezinho que não me olhava enquanto mamava — ou talvez fosse eu quem não conseguia olhar para ele. Demorou a falar. Demorou a desfraldar. Foi cedo para a escola, mas não interagia com as outras crianças, não socializava. Fazia as atividades quando queria e quando se interessava.

No ensino fundamental, foi acolhido, mas ainda enfrentava suas dificuldades. Tentava fugir da escola, da sala de aula. Tinha crises em que subia nas mesas, arrancava cortinas e bagunçava tudo ao redor. Foi nessa época que finalmente recebemos um laudo: autismo e TDAH. Uma realidade com a qual convivemos até hoje.

Mas Gabriel não é o autismo.

Gabriel é um menino maravilhoso.

Tem dez anos. Gosta de desenhar, de conversar, de brincar e de fazer perguntas. Gosta de basquete. Não ama ler, nem futebol, e também não gosta de copiar do quadro. Mas, quando se interessa por algo, seu mundo inteiro passa a girar em torno disso.

É extremamente carinhoso. Gosta de abraço, de colo, de presença. É educado, quieto e obediente. Às vezes se irrita, principalmente com as irmãs. Mas tem um coração de ouro. Está sempre cuidando, sempre se importando, sempre agindo como irmão mais velho, mesmo nunca tendo tido essa obrigação.

Sua fé é admirável. Ele crê em Deus e O ama. Sabe o que é pecado e o que é dever. Tem sonhos enormes: morar no Nordeste, casar com uma nordestina, ter cem filhos, ser bombeiro, cientista e astronauta. E eu sei que ele pode. Sei que ele vai voar longe.

Gabriel é uma criança especial. E, às vezes, eu gostaria de ter feito mais por ele. Mais terapias, mais amor, mais paciência, mais presença.

Mas também sei que fiz o meu melhor.

Mesmo sem poder oferecer todas as terapias, eu fui a terapeuta. Quando ainda não havia atendimento especializado na escola, eu fui a professora particular que o alfabetizou. Fui amiga, mãe, presença e defensora dos seus direitos dentro das minhas possibilidades. Corri atrás do que ele precisava.

E hoje não me arrependo de não ter feito mais, porque eu dei o que eu tinha. Dei o meu tempo, minhas forças, meu coração.

Meu menino está crescendo.

E eu o vejo se tornando alguém incrível. Vai ser um pai incrível. Um marido incrível. Um profissional incrível. Um cristão verdadeiro.

Eu creio.

E eu amo meu filho.

Meu herói.



16 junho 2026

Religiosidade

Religião não é um problema.

Toda religião possui seus símbolos, suas tradições, seus cultos, seus rituais, suas datas e seus ensinamentos. Para muitas pessoas, essas coisas são importantes. Elas ajudam a organizar a fé, a transmitir valores entre gerações e a criar senso de comunidade. Não há nada de errado nisso.

O problema começa quando a religiosidade ocupa o lugar da espiritualidade.

Religiosidade é a prática externa da fé. É frequentar cultos, missas, reuniões, seguir costumes, observar regras e tradições. Espiritualidade, por outro lado, é a comunhão com Deus. É a experiência íntima do sagrado. É o relacionamento que acontece no coração, longe dos olhares, dos títulos e das aparências.

A religiosidade pode ser uma ferramenta para a espiritualidade. Mas também pode existir sem ela.

Foi justamente contra isso que tantos profetas se levantaram ao longo da história. E foi isso que Jesus tantas vezes confrontou: pessoas que cumpriam todos os rituais, mas se esqueciam da misericórdia, da justiça e do amor.

A religiosidade não é ruim por si só. Ela se torna perigosa quando se transforma em superioridade moral. Quando passa a medir o valor das pessoas. Quando gera preconceito, exclusão, julgamentos e divisões. Quando faz alguém acreditar que Deus ama mais quem segue determinado ritual ou menos quem não o segue.

Ao longo da história, muita coisa bonita nasceu da religião. Mas também nasceram guerras, perseguições e sofrimentos causados por pessoas que acreditavam possuir Deus com exclusividade.

Eu não consigo acreditar em um Deus que tenha criado a humanidade para viver presa ao medo de errar um ritual, esquecer uma oração ou estar ausente em uma determinada data. Creio em um Deus maior do que isso.

Creio em um Deus que deseja comunhão antes de obrigação.

Creio em um Deus que deseja amor antes de desempenho.

Creio em um Deus que deseja filhos, não funcionários.

O Deus em quem acredito não espera que eu conquiste a salvação através de uma lista interminável de exigências. Ele já realizou Sua obra. Já estendeu Sua graça. Já demonstrou Seu amor.

Por isso, não vivo tentando comprar aquilo que já me foi dado.

Procuro apenas responder a esse amor.

Isso não significa desprezar a religião. Significa colocá-la em seu devido lugar. Os rituais podem ser belos. As tradições podem ser valiosas. As comunidades de fé podem ser fontes de acolhimento e crescimento.

Mas nada disso substitui um coração que conhece Deus.

Talvez seja difícil enxergar dessa forma para quem foi ensinado que a fé depende de cumprir etapas, frequentar lugares específicos, realizar determinados ritos ou seguir um conjunto de obrigações para ser aceito por Deus.

Mas eu acredito que um Deus que já fez tudo por amor não precisa criar novas barreiras para alcançar aqueles que ama.

A religião pode apontar para Deus.

Mas não é Deus.

O templo pode falar sobre Deus.

Mas não contém Deus.

Os rituais podem lembrar Deus.

Mas não substituem Deus.

No fim, o que sustenta a fé não é a quantidade de cerimônias realizadas, mas a profundidade da comunhão vivida.

E é nessa comunhão que encontro descanso.

Não em uma lista de condições.

Não em um sistema de méritos.

Mas na certeza de que sou amada por um Deus real, presente e infinitamente maior que qualquer estrutura humana.

O céu não é um prêmio que preciso conquistar.

É uma herança que recebi pela graça.

E tudo o que me resta fazer é viver, todos os dias, à luz desse amor.

28 maio 2026

Como me tornei mãe

Eu me tornei mãe antes de ter filhos.

Não no papel. Não biologicamente. Não na maternidade de hospital, com pulseirinha no braço e bebê enrolado numa manta.

Eu me tornei mãe quando tinha 21 anos e meu coração começou a doer de um jeito estranho. Eu não namorava. Não tinha planos concretos. Mas, de repente, comecei a chorar “do nada” com vontade de ter um bebê, como se alguma coisa dentro de mim estivesse gritando que o tempo estava acabando.

Talvez fosse medo. Talvez o eco dos anos de transtorno alimentar, da anemia profunda, do receio de nunca conseguir gerar uma vida. Talvez fosse só o relógio biológico enlouquecendo cedo demais.

Ou talvez Deus já estivesse preparando meu coração.

Naqueles mesmos dias, apareceu um bebê na minha casa.

Um primo pequeno, quase esquecido pelas dores da vida adulta ao redor dele. Um bebê que estava completando um ano exatamente no dia em que chegou lá em casa.

E, sem perceber, eu virei mãe.

Não é exagero. Não é emoção inventada pela memória. É a verdade mais crua que existe dentro de mim.

Eu cuidei dele até os quatro anos.

Troquei fraldas. Fiz comida. Dei colo. Passei noites cansadas. Organizei rotina. Me preocupei. Protegi. Amei.

Cheguei a largar um emprego por causa dele. E sinceramente? Só uma mãe faz esse tipo de escolha sem pensar duas vezes.

Quando aquele ciclo terminou, doeu como arrancar um pedaço do meu corpo. Mas ao mesmo tempo existia alegria. Porque eu estava entregando aquele menino para uma mãe biológica transformada. Recuperada. Pronta para amar o próprio filho.

E só uma mãe entende a mistura impossível entre sofrimento e paz naquele tipo de despedida.

Dois anos depois, nasceu meu filho.

Meu primeiro bebê.

Mas a maternidade já morava em mim havia muito tempo.

O primeiro ano dele foi difícil. A depressão pós-parto roubou partes inteiras da minha memória. Às vezes sinto como se tivesse perdido meu filho bebê no meio daquela névoa escura.

Mas eu lembro do momento em que ele me salvou.

Porque foi isso que aconteceu.

Quando eu o vi, alguma coisa em mim abriu de vez. Como um leão preso numa jaula que finalmente arrebentou as grades.

A maternidade me tomou inteira.

E desde então tudo na minha vida passou a ser atravessado por esse amor.

O afterschool. O culto doméstico. Os devocionais. A alimentação saudável. As horas ensinando. O cuidado com as telas. O cansaço. A presença. A entrega diária.

Tudo isso nasce do mesmo lugar.

Acho que muita mulher foi convencida de que, se a maternidade dói, então ela só pode ser prisão. Mas não é tão simples assim. Tem coisas na vida que cansam justamente porque são grandes. Porque exigem tudo da gente.

Eu não sou do tipo que diz “amo meus filhos, mas odeio ser mãe”.

Eu amo meus filhos profundamente.

Mas também amo a maternidade com toda a força da minha alma.

Porque ser mãe é muito maior do que gerar filhos.

Ser mãe é se abrir para a vida.

É permitir que o amor ocupe todos os cômodos do coração até não existir mais espaço vazio.

É viver um sentimento que parece ter sido soprado pelo próprio Deus dentro da gente.

Uma forma de amor sacrificial, feroz, doce e santa ao mesmo tempo.

E desde aquele bebê que chegou inesperadamente na minha casa catorze anos atrás, eu nunca mais deixei de ser mãe.

02 agosto 2017

Vamos falar sobre AMAR A VIDA

Esse post foi bem difícil pra mim, porque é difícil explicar um sentimento totalmente novo. Mas vamos a tentativa.
Quem nunca foi um provável suicida sequer imagina o que é odiar a vida mais do que qualquer outra coisa no mundo. Sério. Eu lembro que odiava qualquer coisa que tivesse a ver com viver: sair, comer, tomar banho, me cuidar, ficar bonita ou sorrir. Odiava ainda mais festas e convenções sociais. Odiava o natal, meu aniversário, odiava cócegas. Odiava ter que levantar cedo, ir a escola, trabalhar ou ver pessoas. Eu odiava a vida.
Mas, cara, demorou muito pra chegar no estágio em que estou hoje. De verdade. Foi muito difícil e trabalhoso.
Tem gente que sequer sabe o que é amor pela vida. E não tô falando dos que são supostos depressivos ou suicidas. Falo das pessoas comuns. Acham que amar a vida é amar rir até a barriga doer, comer comida de mãe, gritar em uma montanha russa ou beijar três numa noite. Isso tudo é muito bom, eu tenho certeza.
Mas amar a vida... Isso vai muito além das coisas maravilhosas. Amar a vida é amar acordar no frio de manhã cedo, é amar seu emprego, as risadas com as colegas de trabalho às 8 da manhã. É amar as brigas com seu marido ou filho, porque sem eles não haveria briga. É amar se cuidar, seja do cabelo, da pele, da roupa, dos olhos, da maquiagem... É colocar sua saúde acima de tudo, porque sem ela, a vida pode embora, e cara, a vida é o máximo! É querer cuidar do planeta e de todos os pequenos moradores dele, pra que mais e mais descendentes seus aproveitem essa imensidão azul que chamamos de Terra. É querer encher a casa e o planeta de filhos, porque criança é o ser mais puro da vida. Amar a vida, é amar cada ser humano no mundo, mesmo aqueles que você deveria odiar, porque agora você sabe que são só pessoas que não sabem o quanto a vida é maravilhosa! Porque amar a vida é cuidar da sua e deixar os outros em paz, porque viver é ótimo, então porque não deixar todos viverem? Amar a vida é amar cada momento, mesmo aqueles que você chora, como a morte e a doença, porque é nessas horas, que mais você dá valor a vida.
Amar a vida é mais do que tudo chegar ao auge do que é auto-estima. É se amar é amar cada pedacinho de ser você.
Porque vale muito muito a pena viver.

22 agosto 2013

Looper - Assassinos do futuro (Sobre o filme)

Se eu conseguisse expressar o que esse filme foi para mim... Ação? Viagem no tempo? Efeitos especiais? Reflexão? Romance?
Confesso, amo filmes de viagens temporais, ainda mais quando envolve grandes paradoxos temporais como tem nesse filme. Tem que saber pensar, e muitas vezes você vai gritar: "Ein, como foi que isso aconteceu?". Bem, viagens no tempo acabam com sua vida, e fazem estragos grandes. São perigosas, e por isso mesmo, proibidas.
Dizer que gostei de tudo também seria mentira. A verdade é que teve muita coisa que eu acho que poderia ser bem mais explorada (por exemplo, se o cara do futuro matasse o menino, ele nunca teria ido para o futuro, e consequentemente nunca teria matado o menino, então ele ainda estaria ali =S). 
Mas, confesso, achei o filme extraordinário. Cada detalhe, tecnologia, viagem temporal, assassinato, fuga, romance, plano, enfim, qualquer coisa no filme foi tão bem feita a ponto de eu achar o filme quase perfeito.
A reflexão fica por conta do final (sem spoiler, promessa), que o looper indaga até que ponto uma pessoa vai em nome do amor. Ela morreria pelo filho. Ele pela esposa. Então, quem exatamente sobrevive ou merece sobreviver sem amor? Sem a chance de se redimir pelas mortes que causou.
Bem, se eu falar mais, vai ficar chato, então, assistam, assistam, assistam, porque vale muito a pena.

08 agosto 2013

Saudade e cozinha (Poetizando)

Uma pessoa que eu amo muito me ensinou que amor não se define, nem se explica simplesmente se sente. Ele tinha razão. O problema, realmente, é que ele tinha razão sobre muita coisa, inclusive sobre o fato de que eu não o conhecia. Mas a saudade que ficou essa eu conheço bem, mas uau, ela também não se define, nem se explica, só se sente. E essa é mais autêntica forma de amor, saudade e felicidade. A que não se explica.
Veja como são as coisas, quando eu estou realmente triste, meu instinto é contrário. Ao invés de me isolar e me fechar em mim mesma, eu fico mais ativa, como se procurasse algo para me distrair. Se a tristeza é pouca, um pouco de leitura, anime e série funciona como escape. Se é forte o bastante para que isso não adiante, acabo escolhendo coisas aleatórias, como dançar, cantar, fazer algum trabalho manual, comprar, conversar ou mesmo uma faxina fora de hora. 
Hoje escolhi cozinhar.
E veja bem, cozinhar é a única coisa que eu realmente faço por obrigação. Tudo o que eu faço é porque realmente gosto de fazer, seja estudar, ou limpar a casa. Mas cozinhar, bem, eu realmente faço de tudo para não precisar fazer, porque eu não gosto. Talvez seja porque sou muito criticada quando tento cozinhar (não sou boa na cozinha), talvez seja por muito simplesmente isso, não saber fazer. Mas, hoje, bem, o fato de precisar de algo para me destrair me motivou a deixar tudo isso de lado e colocar "a mão na massa".
Enquanto cozinhava, refletia sobre a saudade. Cozinhar pode ser comparado a isso, sem que se torne algo danoso. Veja bem, enquanto se cozinha, se prepara os alimentos em panelas separadas, que vão ao fogo e dão o sabor. Com a saudade é a mesma coisa. As panelas podem ser cada momento do dia, e o fogo se resume a dor que tem dentro do peito de quem sente saudade. O sabor que fica, é resumido ao que esse sentimento traduz. Depois da dor, vem aquele sentimento de falta que já não dói, mas saboreia a vida por um bom tempo.
E, bem, minha comida ficou pronta afinal, saboreá-la pode ser feito com amargura ou com prazer.
Com a saudade também.

Desculpe o desabafo, meu comento Clarisse Lispector que fez isso com vocês (haha). Beijo e obrigado a quem leu ;)