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16 julho 2014

O arquipelogo (Sobre o livro)

Ainda estou de ressaca literária, vivendo no mundo dee O tempo e o vento, criado por Érico Verissímo.
Só existem duas formas de eu ter Ressaca Literária: se o livro é muito bom, ou se eu levei tempo demais para ler.
Eu levei 6 anos pra ler os oito livros.
O tempo e o vento é uma série incrível, mas ainda é um clássico, e ninguém nega que apesar de apaixonantes, eles são de linguagem mais formal, e portanto, mais chato de ler.
Não que OTEOV seja chato! Nunca! A linguagem é formal, sim, mas imensamente mais contemporâneo que a maioria deles. É gostoso de ler. Os personagens de Érico são vivos por si só (Ana Terra, Bibiana, Capitão Rodrigo, Luzia, Floriano, Doutor Rodrigo, Silvia...), formando verdadeiros seres reais na cabeça de quem lê (Capitão Rodrigo será eternamente meu amante literário e Floriano e Silvia melhores amigos *-*) e nos apaixonando perdidamente por eles.
O arquipélogo, fecha a triologia, com muito do drama característico, e claro, personagens enigmáticos e impactantes. E para fechar com chave de ouro, os agora personagens de diferentes personalidades na família Cambará, causam debates não só empolgantes para quem lê, mas também reflexivos e críticos.
Cada opinião (comunista, anarquista atéia, agnóstica, católica, neo-humanista, getuliana, etc), é tão bem defendida e difundida por cada personagem, intensamente e apaixonadamente, que dá oportunidade de escolher entre elas a melhor, ou até mesmo um pouco de cada uma delas, como eu escolhi. E nenhuma, claro. O que o narrador faz com destreza e perfeição, é apresentar os personagens e suas opiniões de maneira imparcial, fazendo do leitor não um recebedor de informações, mas um verdadeiro crítico do que lê.
Claro que o romance se desenrola entre os debates e a situação política do Estado Novo, cujo governo, Rodrigo é um dos braços de Getúlio. O drama que envolve Silvia e Floriano, proibido e envolve, forma todo o resto mais interessante e gostoso de ler.
Se vou sentir saudade da minha triologia favorita? Claro que sim! De cada um dos personagens... Por sorte livros, diferente da vida real, pode ser vivido de novo e de novo...

Opinião: Muito bom
Nota: 4 estrelas

02 fevereiro 2014

O retrato II - O tempo e o vento II (Sobre o livro)

O segundo volume de O retrato se encerra entre a história do jovem Rodrigo, o namoro/corte/casamento com Flora e seus pequenos filhos Floriano e Alice, e a doença de morte de Rodrigo, que se encaminha para seu segundo infarto.
De forma mais formal, moderna e ritmica, Érico nos apresenta a história do bisneto do famoso Capitão Rodrigo e sua eterna Bibiana.
O cenário continua sendo Santa Fé, mas uma cidade agora moderna, com luz elétrica, cinema, música e time de futebol. Finalmente a cidade de O tempo e o vento entra no século XX, e apesar de atrasada em comparação as grandes cidades, cresce e se moderniza, até mesmo em seu pensamento e moral (pra época, claro).
Junto com Santa Fé, o país também cresce, também atrasado em relação a outros países. Com a república vem as eleicões e o voto, que não tem nada de secreto (os senhores mandam no voto de seus servos e negros, apesar da escravidão já ter acabado).
E sempre com personagens de qualidades e defeitos apaixonantes, Érico continua a emocionar a cada leitor como acha de bom grado fazê-lo.

Opinião: Bom
Nota: 4 estrelas

01 janeiro 2014

O retrato v1 - O tempo e o vento pt2 (Sobre o livro)

Com um formato bem.diferente da primeira parte, O retrato segue a história da família Terra Cambará, dessa vez com a história de Rodrigo (o menininho do filme, pra quem não sabe), bisneto do Capitão Rodrigo.
O livro se inicia com Rosa-dos-ventos, onde o doutor Rodrigo volta do Rio com todos os filhos e muitas fofocas na cidade. Mas logo já pula para Chantecler, que volta no tempo para contar a história do recém formado doutor Rodrigo, seus erros, defeitos e acertos.
Na minha opinião, o que faz os personagens de Érico ter esse magnetismo, que faz com que pareçam vivos, é exatamente esse toque de humanidade que ele dá quando mostra seus defeitos e erros. O mais puro e aparente inocente é retratado nos seus momentos de loucuras, maldade ou pecado. É o que os torna tão próximo de nós.
Apesar se muita gente só gostar de O continente (Confesso que prefiro ele), O retrato é mais 'brasileiro', desfocando do cenário rio-grandense, e falando um pouco da republica do Brasil em sua época pré-militarismo. E o faz com graça e uma imperceptivel aula de história que diverte, interte e emocina.

Opinião: Bom
Nota: 4 estrelas

01 dezembro 2013

Comparando: O tempo e o vento X A leste do Éden

Sempre achei esses livros com algumas coisas em comum. Mas o fato de estar lendo as duas coleções ao mesmo tempo, me fez perceber que era mais do que eu imaginava. Cheguei até a quase confundir as histórias, mas agora já aprendi a diferenciá-las, porque por sorte, sou fã de ambas. 

AVISO: Alto nível de spoiler!

                     O tempo e o Vento


  1. Conta a história da formação do RS durante 150 anos.
  2. Conta a história de duas famílias, e menciona uma: Terra Cambará, Amarais e Carés.
  3. Tem por um de seus personagens um homem afetuoso, canalha, de personalidade forte que resolve tudo na paz, mas não nega briga. Apesar disso, todos o amam: Capitão Rodrigo Cambará.
  4. Tem por sua personagem mais marcante uma mulher com problemas mentais, provavelmente psicopata, que parece gostar do marido (aliás, até chora no enterro dele), mas sua forma de tratá-lo é violenta e maldosa, apesar de eu achar que ela fazia isso por um problema na cabeça, e não por não gostar dele. A personagem de que falo é Luzia Cambará.
  5. O marido da personagem acima é um tremendo idiota, perdidamente apaixonado pela mulher a ponto de não perceber o que acontece com ela. Seu mundo gira em torno dela, nem mesmo seu filho o interessa. Bolívar pelo menos é melhor, pois consegue perceber por si mesmo o problema da esposa, e se dedica ao filho. Mas infelizmente, morre antes dela, por causa de uma claustrofobia que o levou a afrontar o inimigo.   
  6. E o que mais acho parecido, é o poder de atração de Luzia sobre as pessoas. Como um imã, homens tem uma certa mania de se apaixonar por ela ou desejá-la e as mulheres criam uma afeição logo de cara.

 A leste do Éden


  1. Conta a história da formação dos EUA durante cerca de 100 anos.
  2. Conta a história de duas famílias, e menciona uma: Hamilton, Trask e a de Catherine
  3. Tem por um de seus personagens um homem de personalidade forte, que resolve as coisas na base da briga, não tem humor nem carisma: Charles Trask.
  4. Tem por sua personagem mais marcante uma mulher com problemas mentais, provavelmente psicopata, que parece gostar do marido, mas acaba por tratá-lo é de forma violenta e maldosa, quando precisa sair de casa para sempre. Apesar de ter dado a impressão de gostar um pouco dele. A personagem de que falo é Catherine.
  5. O marido da personagem acima é um tremendo idiota, perdidamente apaixonado pela mulher a ponto de não perceber o que acontece com ela. Seu mundo gira em torno dela, nem mesmo seus filhos o interessa. Só caiu em si quase um ano depois da esposa ter ido embora, quando Samuel tem de ameaçar batê-lo para trazê-lo de volta.
  6. E o que mais acho parecido, é o poder de atração de Catherine sobre as pessoas. Como um imã, homens tem uma certa mania de se apaixonar por ela ou desejá-la e as mulheres criam uma afeição logo de cara.

07 novembro 2013

O continente - Volume I - O tempo e o vento (Sobre o livro)

Mais um clássico.
Sempre me perguntava porque o autor levou tanto tempo (mais de vinte anos, se a memória não falha) para escrever apenas a primeira parte da triologia, denominada O tempo e o vento.
O continente se divide em dois volumes, na coleção nova, então vou falar aqui deles separadamente.
O livro é de uma estrutura ímpar. O capítulo 'O sobrado', que é onde a história termina, se fragmenta em pedaços, e entre ele se intercalam as histórias de toda a família Terra desde os avós da velha Bibiana, seus pais e sua linda história de amor.
Como o livro é assim tão fragmentado, vou tentar falar sobre cada um separadamente, em ordem cronológica, vamos lá.
A fonte - Conta a história de Padre Alonzo e a missão com os índios, suas dificuldades e o passado do sacristão. Numa noite normal, uma índia de outro lugar surge grávida, parindo o filho e morrendo, talvez da fuga dos castelhanos. Nasce um menino branco, e a índia morre. O menino fica com seu padrinho, Alonzo naturalmente, que lhe dá o nome de Pedro, e o cria com as artes que os índios aprendem naquele lugar. Quando Pedro está com nove ou dez anos, as missões passam para os portugueses, através do Tratado, e chega um carta aos padres que deixem o lugar com todos os índios e animais do lugar. Os índios se revoltam contra a ordem e lutam contra os portugueses, com bravura. Mas mesmo com toda a luta, os índios perdem as terras e muitos são mortos pelos brancos, que tomam o lugar para si. Pedro foge.
A história, apesar de ser na terceira pessoa, vem na visão do padre, que observa Pedro crescer com amor e compaixão. É a única história com "cara de clássico", na minha opinião, e por isso mesmo, a com mais História com H maiúsculo. É curta, objetiva e bela.
Ana Terra - Ana é uma moça de vinte e cinco anos que mora num sítio afastado com os pais e irmãos mais velhos. Sua rotina é lavar roupas e ajudar a mãe na cozinha, como se nada mudasse. Até que um dia, quando está lavando a roupa na sanga, vê um índio de pele clara, quase morto e chama os irmãos de imediato. O índio é Pedro Missioneiro, que fala meio castelhano e tem muitas habilidades. Acaba por fim, conquistando a família de Ana e ficando por lá, numa casa que ele mesmo constrói perto da sanga. Ana começa a desejar o índio, mesmo o odiando por isso. Mas numa madrugada, sem se aguentar, acaba indo a sanga e os dois tem relações. Tempo depois, Ana descobre-se grávida, e os irmãos matam Pedro, e fingem que Ana também morreu, juntamente com o pai. A mãe é a única que fala e ajuda Ana com Pedrinho, que cresce sem a atenção do avô. Mais de dez anos depois, castelhanos invadem a terra, matam os homens, estupram Ana e somem, deixando ela e o filho, além da cunhada e a pequena Rosa desamparados. Vão então para perto de Rio Pardo, onde o rico Ricardo Amaral está montando uma vila. E lá ficam até que case a cunhada, Pedrinho e Rosa. Pedrinho tem mais de uma vez de ir para a guerra, deixando Ana e a mulher esperando, como as mulheres faziam muito nesta época.
Numa narrativa rica de detalhes e emoções, além de personagens "vivos", Érico transborda os leitores com sua história, desesperando quem lê junto com Ana, ou chorando com ela, rindo com ela, e até mesmo tendo orgulho do filho que cresce. A história que ocorre no final dos anos 1700, trás uma vida sofrida e pacata de quem plantava e criava gado no Continente de São Pedro (o antigo Rio Grande do Sul), contando junto com a dramática história de Ana, a história de luta e trocas de dono que vivia nossas terras. Bem triste, mas também fazendo quem lê refletir sobre diversos assuntos (a chamada "honra" da família que se perdia com a mulher grávida, o trabalho quase escravo da mulher, e também dos próprios homens, que viviam a trabalhar o tempo todo, a violência com que tratavam as mulheres quando invadiam campos, e a longa jornada de espera das mulheres em meio a guerra), sempre enaltecendo as mulheres como foco principal, uma das características normais da trilogia toda. Numa mistura de drama, romance e desespero, a história de Ana Terra inunda o leitor.
Um certo capitão Rodrigo - Chega em Santa Fé, um certo capitão Rodrigo, que os homens logo de cara desconfiam, por suas vestes e seu jeito de ser. Sem medo, apesar de todos os conselhos para ir embora, Rodrigo teima em ficar, pois diz que está gostando de uma moça de lá, e quer se casar com ela. E claro, que Bibiana, a filha de vinte e dois anos de Pedro Terra, já está como várias das mulheres ali, perdida de amores pelo tal arrebatador de suspiros. E sem escolha, o pai dela autoriza o casamento, mesmo achando que a filha vai ser infeliz. Os dois porém, são felizes e vivem como namorados por muito tempo, tempo três filhos, porém Anitta morre, quando Rodrigo passa a noite jogando carta. Mesmo com as aventuras amorosas do marido, que Bibiana finge não saber, ela prefere continuar com ele, pois é feliz daquela forma. Quando a Revolução Farroupilha é declarada, o capitão foge com as tropas de Bento Gonçalves. Numa tentativa de tomar Santa Fé para os farrapos, Rodrigo leva um tiro nas costas de Bento Amaral, e morre.
É óbvio que como não poderia deixar de ser, essa é minha história favorita. Não só por ser meu personagem literário favorito o alvo da história, mas pela bela história de amor de Rodrigo e  Bibiana que arranca suspiros e emoções das leitoras mais românticas e até mesmo das menos românticas, como eu, que se apaixonam pelo hipnotizante capitão. 
Rodrigo é o tipo de personagem que encanta e vislumbra todos, personagens e leitores. Cafajeste, alegre, sorridente e do tipo "faço da vida o que quiser", é impossível não se apaixonar por ele, enquanto lê. É um personagem que nem o próprio autor nega que não conseguiu dominar, pois trata-se de um homem de espírito livre e aventureiro, que deixa saudade por onde passa.
O sobrado - Intercalado entre as outras histórias, conta a história do sítio que os maragatos fizeram em volta do sobrado, que pertence agora ao neto de Bibiana, Licurgo Cambará, uma mistura completa das personalidades de Bibiana e Rodrigo. Teimoso como era o avô, Licurgo deixa que a família e seus homens vivam de laranja e charque, já que não podem sair da casa sem levar um tipo. A pobre mulher de Licurgo, Alice, está grávida de nove meses, e sendo obrigada a parir na casa, a criança nasce morta.
Como ainda não terminou, não posso dar uma opinião completa a respeito, mas o que posso dizer até agora, é que o pouco que sei sobre os personagens citados da para perceber claramente suas personalidades como se os conhecesse a anos, até mesmo as das crianças, e da velha Bibiana. Toda a história é emocionante e acirrada, de forma que fiquei muitas vezes torcendo por um bom final. Vamos ver o que vai dar no final de tudo isso.


23 setembro 2013

O tempo e o vento (Sobre o filme)



Em exibição nos cinemas do RS, demais estados dia 27.

Não posso falar do filme como um todo, sem antes pensar em duas das coisas que me fizeram assistir. Portanto, separei a resenha em duas: minha visão como fã da série de livros 'O tempo e o vento' e minha visão como fã de Marjorie Estiano.

Como fã de 'O tempo e o vento':
A adaptação foi fiel ao livro em cada detalhe, o que em geral, já é bom o suficiente. Cada cena foi tão bem pensada que quase me senti junto aos atores, dentro do livro, foi incrível.
As paisagens belíssimas são, por si só, a arte final do filme. Pôr do sol, nascer do dia, alvorecer, crepúsculo, gramados incríveis e as belezas naturais do Rio Grande do Sul marcaram do início ao fim, fazendo jus aos locais onde foi gravado.
A interpretação, no geral, fez por merecer os personagens como um todo. Adorei a interpretação da Fernanda, que como sempre foi uma excelente atriz. Ana Terra foi muito bem feita por Cléo Pires. Os atores gaúchos também, não fizeram por menos, claro.
Meu personagem literário favorito sempre vai sr o Capitão Rodrigo (Ainda espero peo cara que vai me chamar de "minha prenda". Claro que ele tem defeitos, imperdoáveis até, mas sua personalidade forte, teimosia, justiça, educação e virilidade, cafajestetagem e amor por Bibiana, que o fizeram marcantes para mim. E Thiago fez um trabalho esplendoroso para transformar-se no meu Capitão. Foi incrível.
Numa visão geral como leitora, achei que toda a história foi bem resumida e explorada, apesar de ter sentido falta de uma infinidade de personagens e histórias. Mas também, não sou hipócrita. Sei que não teria tempo o suficiente para a história toda. Enfim, amei o filme, foi feito e aprimorado de maneira certeira, e confio que muita gente, assim como eu, vai chorar em grande parte da produção cinematográfica.

Como fã de Marjorie Estiano:
Ela foi perfeita, como sempre.
Logo nas primeiras cenas, quando Bibiana ainda pouco fala, suas expressões e olhares falam junto com a cena, como característica comum a ela. A paixão pelo Capitão, é vista nos olhos dela, sem que ela precise abrir a boca para falar que o ama.
As cenas da lua-de-mel foi feita tão incrivelmente "Bibiana" que eu quase esqueci se tratar da minha Marjorie. Mas bem, fazer o personagem aparecer mais que ela é uma excelente prova de seu talento indiscutível e cristalino. Cada timidez, desejo, felicidade e risada (tipicamente Marjorie, mas tipicamente Bibiana) foram transmitidos em segundos.
A dor também é demontrada com avidez. A preocupação, descrita nos olhos. A sensação de perda, passada para quem assiste. E claro, a infinidade de sentimentos que se passa na face dela quando perde Anitta.
Se posso falar algo de mais elogioso a ela pela interpretação da gaúcha de época que mais amo: foi simplesmente "Marjorie".
Ela é sempre atenuantemente talentosa.

10 fevereiro 2012

Um vício chamado preconceito (Penso Assim)

Desumano, incoerente e egoísta.
O preconceito é algo tão inútil, que as pessoas são capazes de encontrar defeitos em um certo grupo de pessoas, como se isso fosse mudar o fato de sermos todos humanos imperfeitos e falhos!
O último livro que li, O arquipelogo III, último livro de uma coleção que sou apaixonada, O tempo e o Vento, tem uma personagem totalmente racista entre suas páginas gloriosas. A amante de Floriano, o personagem que me identifico na série, tem uma discussão com ele sobre os negros americanos e brasileiros, e furioso, dita defeitos destes como se tivesse falando de animais nojentos e carregadores de doenças.
Confesso que na hora em que li aquelas palavras me deu uma ânsia de vomitar, uma raiva tão grande que não consegui terminar o livro, acabei por deixá-lo.
Outra coisa que aconteceu comigo recentemente, foi o preconceito da minha própria família contra homossexuais.
Eu acho o preconceito em si, suficientemente idiota, mas esse é horrorizante. Cada um faz o que bem quiser com a sua vida e amor não escolhe cor, sexo ou religião. Apenas escolhe.
Portanto, se você por acaso tem algum tipo de preconceito, abandone-o imediatamente. Pois alem de inútil  preconceito é crime.