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05 dezembro 2020

Resenha: COMO SE TORNAR O PIOR ALUNO DA ESCOLA

O nome gerou polêmica. O autor gerou polêmica. A visão política gerou polêmica. Eu julguei.
O filme não é tão engraçado assim. Na verdade, lembra qualquer outro filme brasileiro (nenhum preconceito, amo alguns filmes brasileiros). Mas não tinha necessidade de qualquer polêmica ou "sabotagem".
A história é até meio "polêmica". Se trata de um aluno "ruim" que se tornou rico é procurado por adolescentes que querem aprender a ser "o pior aluno da escola". A mensagem parece ser que "quem apronta se dá bem", quando na verdade não se trata de algo contra a aprendizagem (ele lê e muito, e ensina os meninos a fazerem isso), e sim contra o SISTEMA ESCOLAR.
Sim, é um sistema ruim. A escola hoje continua sendo o que era há trinta anos. Maçante e cansativa, cercada de bullying e violência, profissionais que sequer tentam entender o lado do aluno (sem generalização), sem atrativos e nem mesmo com uma forma de aprendizagem (o normal é "ganhar nota", não aprender). 
É disso que fala. Desse sistema ruim. Não da aprendizagem, da educação e muito menos do aluno estudioso (que é o caso da personagem adolescente e adulto) se tornar ruim. Se trata de uma denúncia em forma de comédia.
Eu recomendo assistir, antes de julgar.

24 novembro 2014

O candidato honesto (Sobre o filme)

Em geral, nunca fui fã dos filmes brasileiros.
Nos ultimos anos, porém, a qualidade dos nacionais tem subido muito. E eu, como bairrista que sou, declaro-me abertamente assidua deles a partir deste filme.
É o extremo do engraçado, misturado a uma lição de moral sobre mentiras, ser o exemplo dos filhos e politica, claro.
Recomedadissimo!

16 julho 2014

Minha mãe é uma peça (Sobre o filme)

Nunca ri tanto assistindo um filme.
Em geral, eu não gosto de comédia. Mas, por incrível que possa parecer, minhas comédias favoritas são brasileiras (Se eu fosse você e Até que a sorte nos separe).
Confesso que sou bem nacionalista (minhas cantoras/atrizes/cantor/ator/escritores são em geral brasileiros, com poucas exceções), e talvez isso tenha alguma relação com meus gostos, embora eu não faça isso de propósito (não fico obcecada em gostar só de coisas nacionais, é simplesmente algo natural).
Esse filme foi, com certeza, a melhor comédia que já assisti (minha opinião, claro), e recomendo muito. Ver as trapalhadas da mãe e seus filhos é demasiado divertido e vai render boas risadas.

Opinião: Muito bom
Nota: 4 estrelas

13 maio 2013

Somos tão jovens (Sobre o filme)

Não me considero fã, mas sou uma grande admiradora de Legião Urbana, desde muito criança. Quando 'Somos tão jovens' surgiu em cartaz, convidei todas as pessoas que eu sabia que iriam querer ver, e acabei indo ver com meu namorado, que é fã de carteirinha da banda. 
Cantei todas as músicas. Adivinhei todas as histórias. Elogiei e critiquei todas as cenas. 'Somos tão jovens' foi um filme muito bem feito e elaborado, criando situações ficcionais de como Renato teria criado suas letras mais famosas, e criando em cima da Aninha, a personagem que o inspirou nas suas canções mais românticas.
Não me surpreendeu, mas também não me decepcionou. 'Somos tão jovens' foi para mim, uma introdução para o filme que tanto esperei, 'Faroeste Caboclo'. Tenho certeza que vai ser outro filme bom.
Assim eu espero.

Opinião: Ótimo
Nota: 4 estrelas

02 maio 2013

Os sete (Sobre o livro)

Conheci esse livro por acaso, nas prateleiras da biblioteca pública, peguei para ler e acabei me apaixonando...
Ano passado ganhei ele autografado na Feira do Livro, e resolvi relê-lo, claro.
Os sete conta a história de alguns amigos mergulhadores que encontram uma caravela perdida. Dentro daquele barco histórico, encontram uma caixa de preta onde se escondem sete cadáveres. O problema vai ser quando os sete começarem a ressucitar...
Então, esse livro é um grande conto de terror, que me fez muitas vezes estremecer de susto e medo. As formas horríveis que acontecem as mortes (inclusive de crianças), apesar de dar uma dor no coração, dá o ritmo enigmático, envolvente e aterrorizante do livro.
Sou uma fã assumida de literatura nacional, de vampiros e também de André Vianco, então esse livro para mim, foi uma incrível mistura dos três.

Opinião: Ótimo
Nota: 4 estrelas

30 abril 2013

Era uma vez... (Sobre o filme)

 ***SPOILER***

Três irmãos separados pelo crime. Um casal separado pela classe social. Uma cidade separada pelas pessoas. E um amor adolescente que acabou em tragédia.

Era uma vez é um dos três filmes que eu chorei assistindo.
Eu não sou fã de romances, acho que todo mundo já sabe disso. Gosto, mas não é amo. Não é o romance da história que me encanta no filme.
A realidade brasileira. É isso que me faz chorar. A morte sem motivo do irmão do Dé. A prisão sem motivo do outro irmão. O preconceito escondido das classes mais altas. A violência. A preocupação de ambos os pais, que prova ser realista. Tudo isso é ficção, mas poderia acontecer em qualquer hora no Brasil. Porque é a nossa realidade.
As partes que mais me fazem chorar, é a morte do irmão do Dé e a morte dos personagens principais. Não por eles, porque acredito que eles tenham morrido feliz, pois estavam juntos, imaginando o futuro, que se perderia para sempre. Mas o que mais me faz chorar é a reação dos pais deles. A pobre mãe do Dé, que perde os três filhos de forma trágica, por culpa da violência. E o preocupado pai de Nina, que tudo o que queria era proteger a filha da violência que a matou.
É uma história triste, sim. Mas é a realidade do Brasil. Histórias que me fazem cada dia mais preocupada com o futuro do país.
Dé e Nina foram felizes. Morreram juntos. Mas os pais? Esses vão sofrer para a vida inteira...

Veja o trailer:


26 abril 2013

O diário de Tati (Sobre o fime)

Eu li o livro a algum tempo, e não pude deixar de olhar o filme, por pura curiosidade.
Não é dos melhores filmes nacionais, nem tem a melhor história ou as melhores interpretações. Mas é divertido, inspirador e tipicamente adolescente. Me rendeu boas risadas e os meus clássicos "dialógos" com os personagens.
A  história se passa dentro do diário de Tati, uma garota comum de quinze anos, com problemas em matemática e paixões por garotos mais velhos. Além da rivalidade com as garotas populares da escola, claro.
Ouvi muitos criticarem o filme pelo papel principal ser interpretado por Heloísa Perissé, a autora do livro, e como todos sabem, algumas vezes a idade da própria personagem.
Mas, quem tem vinte anos ou mais, deve lembrar da Tati do início do milênio, no Fantástico, interpretado por ninguém menos que Heloísa Perissé, que já nessa época era bem mais velha que a Tati.
O filme, apesar de não ser um dos melhores, é recomendável, sim. Rende boas risadas e talvez uma torcida pelo casal Tati X Maurinho.

07 abril 2013

Tag e selinho ;)



Indico o livro que me fez começar a ler, que agora é uma série de cinco livros, mas pode ser lido separadamente sem nenhum problema (na época, ainda não tinha se tornado série). O livro é nacional, infanto-juvenil, e é encantador, eu particularmente, adoro :)


A faixa etária certa do livro, seria entre 11 e 15 anos, mas o livro é tão bom, que qualquer pessoa iria gostar de lê-lo. É de leitura fácil, portanto, perfeito para quem tá começando ;)

07 março 2013

As melhores coisas do mundo (Sobre o filme)

Esse filme conheci no cinema, num desses dias que "não tem nenhum filme bom" e mesmo assim se quer fazer um programa com amigos. Quando encontrei-o novamente, meus olhos brilharam. Esse filme não só mudou meu preconceito contra filme nacional, como mudou muito mais em mim.
A história se passa em torno de Mano, garoto que vê os pais se separando porque o pai trocou a família por uma paixão - por Gustavo, do trabalho dele. Como se não bastasse tudo isso, Mano sofre com as zuações dos colegas e a indiferença da garota que gosta - a gata da escola. Ela consegue afogar as mágoas no violão. O irmão, porém, depois de perder a namorada, só pensa em suicídio. Pedro e um personagem intrigante, mas eu sou suspeita de falar, sempre gosto mais dos personagens deprimidos.
Achei que foi um filme fácil de se identificar, tanto pelo ambiente escolar brasileiro, como o enredo, que é facilmente parecido com qualquer um de nós - seja um assunto ou outro.
Os personagens que mais gostei, além de Mano e Pedro, foram Gustavo, que se mostrou fofo e preocupado com a família do namorado; Bruna, que provou o quanto o preconceito é ridículo; e Carol, a garota que anda com os garotos, tem jeitinho de menina e uma paixão pelo professor.
O filme se passa em pouco tempo, e termina com o clássico "final feliz", apesar das eventualidades, que pode acontecer com qualquer um.