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27 fevereiro 2013

Primeiro dia de aula (Penso Assim)

"Mochila pronta, cadernos novinhos e folhas limpas. Canetas com carga cheia e uma saudade, mesmo que mínima, dos amigos e da escola. Chegou o primeiro dia de aula!"

Hoje é o primeiro dia de aula no meu estado. Eu sei, está atrasado em relação aos outros, mas quem se importa? Hoje é meu primeiro dia de aula. 
Não é um primeiro dia de aula comum para mim. É o primeiro dia de aula, como posso explicar, velho ou novo? Bem, é o primeiro dia de aula com a mesma turma em 5 anos.
Vou tentar explicar direito.
Entrei no curso que estou a cinco anos, em 2008. Meu sonho de criança sempre foi fazer o Curso Normal (Antigo Magistério), junto com o Ensino Médio. Eu tinha dezesseis anos na época, e era assim. Uma menina cheia de sonhos, que pensava que ia estar formada e casada aos vinte e um (idade que tenho agora) e apesar das excelentes notas do Ensino Fundamental, não se achava inteligente. Aliás ela também não se achava bonita ou legal. Ela achava que não tinha qualidades. Tudo o que tinha era sonhos e um dom de inventar histórias com palavras.
Mas essa menina sonhadora e deprimida, passou por uma grave depressão. Na escola nova não tinha amigos, e era taxada de antipática e nojenta. Por ser tímida demais, não criava coragem de falar com os outros e os outros não falavam com ela. Seus dias foram assim o tempo inteiro.
Chegou uma hora em que não aguentou. Passou meses sem entrar na sala de aula. Ia para a escola, mas não entrava nas aulas. Obviamente, repetiu o ano.
Em 2009, as coisas melhoraram. Ela fez amizade com alguns colegas, passou a gostar da escola, e sentia que ali era seu refúgio pessoal - era o único lugar que se sentia bem, rodeada de amigos e cheia de inspiração para escrever. Mas ainda não se sentia bonita. E foi aí que surgiu o transtorno alimentar.
Há quem diga que repeti outra vez o ano por causa do baixo peso e das longas horas sem comer. Há quem diga que eu faltava demais. Há quem diga que eu não pensava em outra coisa senão dietas. Mas eu não sei o real motivo.
Em 2010, foi muito melhor. Apesar de ainda estar focada em emagrecer o que não precisava, tinha amigas para desabafar e livros para me distrair. A escola continuava sendo o melhor lugar do mundo para mim, apesar de não estar aprendendo muito por lá. Esse ano devo ter reprovado por simples irresponsabilidade, ou talvez por estar magra demais. Nunca vou saber.
2011 estava melhor, mas não bem. Tinha abolido as dietas, mas ainda fazia coisas para ferir a mim mesma. Apesar disso, dessa vez tenho certeza que a culpa foi das faltas e falta de entrega de trabalhos. Pura irresponsabilidade.
Cheguei 2012 transformada. Estava feliz, bem emocional e fisicamente - tinha engordado horrores. Fiz amizades que vou levar para toda vida e me dediquei, pela primeira vez, desde que entrara no Curso Normal. Passei com notas ótimas. E feliz.
Esse ano, como disse, é meu primeiro dia novo ou velho, ainda não decidi. Novo, porque pela primeira vez em anos, estou numa série novo, num ano novo, em matérias novas. Velho, porque pela primeira vez em anos, vou estar com meus antigos colegas, meus amigos, e eles não vão estar na sala ao lado.
Para muitos que estão falando "Até que enfim" ou "Já estava na hora" e simplesmente não cuidam das próprias vidas, eu sou só uma garota burra que finalmente consegui passar de ano. Para mim, sou uma nerd feliz e muito inteligente, sim, que por incrível que pareça, foi marcada 5 vezes no primeiro ano.

Bom primeiro dia a todos!

07 março 2012

Uma coisa importante na minha vida (Redação)

Ontem na aula de redação, a professora pediu pra semana que vem, uma produção textual com esse tema (do título).
Eu fui a única que vibrei.
Acho que não preciso falar que escrever não é um sacrifício pra mim, pelo contrário, é meu passatempo predileto (quando não tô escrevendo, tô lendo ou escrevendo no blog), mas sei que muita gente detestou a ideia.
Vi pessoas reclamando do número de linhas, enquanto eu tentava pensar em como ia resumir a história. Vi pessoas dizendo que não sabiam escrever, que anteriormente tinham reclamado de ler um livro.
É provado que a grande maioria das pessoas que gostam de ler, se dão bem escrevendo. Se não gosta de ler, dificilmente vai gostar de escrever. Mas se gosta de escrever, tente achar algo que goste de ler. Porque lendo, sua escrita melhora, seu vocabulário melhora e você viaja no mundo das letras.
Não é sacrifício, é diversão. Experimente!

Com dezoito anos, eu ainda não me sentia adulta (ainda não me sinto). Curtia a companhia de garotas de onze anos, colegas de catorze a vinte, mas todas com a mesma mente adolescente. Nessa época, tive minha primeira paixão feminina (uma garota de dezesseis anos, que nunca deu bola pra mim) e sofri muito com isso. Conheci alguém da internet pela primeira vez, (Jéssica, de dezessete anos, que sou amiga até hoje), comecei a frequentar psicologa, saí sozinha pra uma festa (amiga de dezesseis anos, tava muito legal), fui disputada por dois garotos (D* e W*) e acabei ficando com os dois (=O) e teve a festa de quinze anos de uma amiga. Essa foi a terceira vez que reprovei no primeiro ano.

01 março 2012

Namoro a distância (História)

Ontem na minha primeira aula de história (as aulas no RS começaram segunda-feira agora), minha professora falou do namoro a distância de antigamente, o qual era feito por cartas, que demoravam uma semana pra chegar e outra pra voltar (isso de uma cidade a outra) e que de um estado a outro como é agora era impossível.
No final, ela disse "E o amor não acabava...". Isso me fez pensar muito, sabe, porque se naquela época era tão difícil e eles não desistiam, e ainda no pouco tempo que conseguiam se ver, eles não podiam se beijar pra matar a saudade.
Isso não é uma grande prova de amor?
Hoje em dia, com todos os recursos (telefone, e-mail, msn, redes sociais, avião, cartas via sedex...) que temos, muitos desistem de um amor assim. Como se não valesse a pena, se fosse triste sofrer por um amor assim.
Pra quem não sabe, eu tenho um amor a distância. A gente sofre, chora, sente falta, sente saudade. Mas não desiste, nem nunca vai desistir. Porque o amor ultrapassa as barreiras de quilômetros ou horas de viagem.
Não estou certa?

Meus 17 anos foram estranhos. Na escola, costumava ter o grupo da sala e o grupo do recreio (que era a galera do 2° ano), então muita coisa era estranha e diferente. Foi nesse ano que todo mundo descobriu meu transtorno alimentar e eu iniciei meu tratamento com a psicologa. O que foi bom. Minhas amigas começaram a me obrigar a comer e me acompanhar no banheiro, o que era uma coisa estranha, na minha opinião. Nesse ano tive um namoro com um cara de 27 anos, e só durou um mês, porque ele era um idiota. Nesse ano eu me mudei de novo, pra casa que estou agora (dois andares, três quartos, biblioteca e 3 banheiros, eu amo essa casa *_*). E foi nesse ano que repeti pela segunda vez o primeiro ano.

17 fevereiro 2012

Pré-história (história)

Pouca gente acredita que o homem tenha evoluído do primata e aos poucos chegado ao que chamamos de Pré-história.
Mas é fato que ela existiu. Você acreditando em evolução ou criação, a pré-história foi a época (que faz parte da história), que os homens ainda plantavam e caçavam e sua vida social era coletiva, como os animais.
Suas ferramentas eram feitas de pedra lascada e por isso ficou conhecida como Idade da Pedra.
A minha Idade da Pedra foi aos 16 anos. Foi uma época complicada pra mim e cheia de mudanças. Mudei de casa, de escola e de igreja, meu mundo caiu.
Não tinha mais amigos em lugar nenhum e os colegas na nova escola me desprezavam. Me tratavam com frieza e agiam como se eu fosse metida e nojenta.
Foi nesse ano que a bulimia teve mais força e eu fiz uso de laxantes, diuréticos, inibidores de apetites e chás, além de combinações malucas de remédio e vômitos depois das compulsões. E claro, dietas, muitas dietas.
Eu tornei-me antissocial e fria, busquei refúgio nos livros, fechei-me em mim mesma. Entrei em depressão, e todos os dias, ao chegar em casa, eu chorava horrores.
E foi o pior ano da minha vida, e a primeira vez que reprovei no primeiro ano.

28 dezembro 2011

Reprovação = Decepção

Você estuda, se esforça, deixa de ficar em casa no quente do inverno pra sair no frio para mais um dia de aula. E reprova.
E o que ouve dos outros?
Sua mãe: Eu já sabia.
Seu pai: Sempre, né.
Seus amigos: Você desleixava, né.
Parentes: Coitadinha.

E você quer morrer.
É assim que me sinto.

08 dezembro 2011

Passeios de escola versus Reprovação/Aprovação

Passeio de escola é esperado por todos na sala de aula. Planejamos roupas, o que fazer por lá, o que não fazer, com quem ficar... Planejamos até as famosas "pinturas" em quem dormir na volta... É tudo tão divertido!!
Mas aí chega o dia tão esperado... Pra uns é muito inesquecivel!Pra outros, é, até que foi legal!Pra outros podia ser melhor...Outros acham terrivel... E há os que não podem ir...
Esse dilema eu já passei diversas vezes. Meus pais quando eu era adolescente eram meio chatos pra isso de deixar sair sozinha, e nas raras vezes que deixavam, eu não gostava... Lembro de dois passeios que valeram a pena: o da 8serie e o do 1ano. Mas mesmo assim não foram tão inesqueciveis quanto algumas pessoas falam de seus passeios.
Esse ano teve um passeio lindo muito sonhado pra mim: o Beto Carreiro. Eu moro no RS e aqui é pertinho, o passeio é amanhã, tá todo mundo ansioso e tudo... Mas eu tô sem dinheiro... E chorei muito já por isso...
Outra coisa que anda me fazendo chorar muito é aquela famosa dilema de todo adolescente: passei ou rodei? As vezes parece uma coisa tão simples, afinal, qualquer um pode passar por isso, não?É só um ano... Que mentira!É só pensarmos em rodar que já ficamos desesperados, como num filme, como se o mundo fosse acabar...E passamos!Então é aquela alegria, aqueles gritos de felicidade, como se tivesse ganhando na loteria!Mas se rodamos... Então é uma tragedia!Você age como se tivesse morrido alguém muito importante e sai buscando modos de desfazer o tempo perdido... Mas não adianta!Essas coisas acontecem, né?Fazer o que...

Na semana que vem eu conto se fui no passeio... Quando a aprovação??Esperem até janeiro...

10 agosto 2011

Não fazer nada (estagio ou escola)

Vai dizer agora que você adora ficar sem nada pra fazer na escola? Vai dizer que simplesmente fica olhando pro nada, fingindo que é bom não fazer nada! Mentira!! Ninguém fica sem nada pra fazer!Alguns lêem um livro, lêem jornal, fuçam na internet no celular, mandam mensagens, falam no telefone ou escutam uma musica no mp5. Mas nada? Impossivel! 
Meu estágio é a mesma coisa. É maravilhoso ficar lá quando tô na internet, lendo um livro ou olhando um programa na TV. Mas ficar sem fazer nada? Aí é pra ficar em casa dormindo, perdendo ou não grana por isso.

Meus 16 anos foi muito rápido e totalmente inutil! Não estudei direito, não comecei a trabalhar como prometido, não ia nas aulas (costumava ficar em casa dormindo ou ir pro centro. Porque? Escola sem amigos não tem graça e todo mundo sabe disso). Engordei dos 42 aos 58kg nesse ano, repeti o ano na escola (que duvida!), mas foi nessa ano também que conheci as melhores amigas que já conheci em toda vida e me ajudaram a parar com essas maluquices todas. Essa época foi bem difícil pra mim: sem amigos, sem escola, sem serviço, sem pai, sem amor, sem atenção, sem família, sem ânimo pra nada. E sem comida. Esse ano foi o inicio dos meus surtos de bulimia. Eu comia e vomitava. E mesmo assim engordei tudo isso...

08 julho 2011

O mito da caverna (Filosofia)

Sempre odiei essa materia, mas não por ela ser chata nem nada, mas por quem dava: Prof. Camila. Ateia ao extremo e chata pra caramba, era uma velha num corpo de nova. Eu a odiava. Alias, ainda sinto raiva dela.]
Mas vamos ao assunto. O mito da caverna, trata-se de homens que cresceram em uma caverna, olhando só pra parede, onde sombras do lado de fora se projetavam e eles achavam ser a verdade.Quando um deles é liberto, e descobre que a vida real é diferente do que imaginam, o pobre tenta contar pra seus companheiros, mas eles simplesmente não acreditam nele!
Na epoca em que estudei essa historia chata, entendi, mas não tinha vivido na pele. Agora to vivendo. Cresci na caverna da igreja evangelica (por Deus, não to falando mal, to dando minha opinião) e agora saí da caverna pra descobrir as coisas como elas são. Estou descobrindo novas religiões: testemunhas de Jeová, espiritismo, umbatistas, budismo, etc. E obvio que nem todas são certas, mas todas tem um fundo de verdade. Apesar disso, ninguém que continuou na caverna acredita em mim. Me tratam como louca.

Minha 6º serie foi marcada pelo assedio sexual do garoto que era apaixonada. Mas passei por outras coisas. A mudança de colegio, por exemplo, foi uma delas. Conheci novas pessoas, novos professores, nova diretora (maior puxa-saco minha). Tive minha 1º reprovação na escola e briguei feio com minha melhor amiga. Mas fiz amizade com a SueEllen, a Janice, a Janeide, a Josi, a Nati, etc. Foi divertido, mas sem-graça.