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17 junho 2026

De cabelos coloridos, videogame e funk no homeschool

Nem sempre o "não pode" dos homens é o "não pode" de Deus.

Já aconteceu comigo mais de uma vez. Orei sobre algo esperando ouvir um "não" e, para minha surpresa, encontrei paz. Não porque Deus mudou Sua santidade. Não porque o pecado deixou de ser pecado. Mas porque eu havia confundido a voz de Deus com a voz da religiosidade.

É curioso como isso se repete em todas as gerações.

Na juventude dos meus pais, jogar bola ou ir ao cinema podia ser visto como algo errado. Na minha, músicas como rock gospel, rap gospel e até funk gospel foram demonizadas por muitos. Meu pai, que enfrentou julgamentos por causa do cinema, mais tarde me julgou por ouvir rap gospel. E, provavelmente, a próxima geração terá suas próprias listas de coisas "proibidas" que ninguém encontra nas Escrituras.

Não estou defendendo que tudo seja permitido. Deus continua sendo santo. O pecado continua sendo pecado. O Evangelho não muda conforme a cultura.

Mas existe uma diferença enorme entre a santidade de Deus e as regras que nós mesmos criamos.

Durante a pandemia, eu queria pintar o cabelo de colorido. Era uma vontade simples, quase boba. Algo que eu sempre quis fazer. Então fiz o que costumo fazer: orei.

E, para minha surpresa, não encontrei condenação.

Meu marido passou por algo parecido quando orou sobre produzir vídeos de videogame.

Em ambos os casos, eu já esperava uma resposta negativa. Não porque a Bíblia condenasse essas coisas, mas porque minha própria religiosidade tinha criado essa expectativa.

Às vezes somos tão influenciados pelos costumes do nosso grupo que passamos a acreditar que Deus pensa exatamente como nós.

Mas Deus não é religioso.

Jesus passou boa parte de Seu ministério confrontando pessoas que colocavam tradições acima das pessoas. Enquanto alguns estavam preocupados com regras, Ele estava preocupado com corações. Enquanto alguns discutiam aparências, Ele restaurava vidas.

E talvez seja por isso que tantas pessoas acabam se afastando. Não por rejeitarem a Cristo, mas porque receberam o peso de costumes humanos como se fossem mandamentos divinos.

Quantas pessoas foram julgadas por uma roupa, um corte de cabelo, um estilo musical, um hobby ou uma preferência que não tinha relação alguma com pecado?

Quantas vezes transformamos opiniões em doutrina?

Quando fazemos isso, corremos o risco de colocar fardos que Deus nunca colocou.

A santidade continua necessária. O arrependimento continua necessário. A cruz continua necessária.

Mas também é necessário lembrar que Deus é amor.

E amor não cria barreiras desnecessárias entre as pessoas e Cristo.

Por isso, antes de chamar algo de pecado, vale a pena perguntar: isso está realmente na Palavra de Deus ou apenas na tradição que eu herdei?

Porque às vezes Deus está dizendo "sim" exatamente onde a religião está gritando "não".

E talvez o Reino de Deus tenha espaço até para um cabelo colorido, um canal de videogame e, quem sabe, um funk gospel na aula de homeschool. 😆

21 março 2013

Sword Art Online - 2° temporada (Sobre anime)

P.S: Spoiler da primeira temporada

Apesar da maioria dos jogadores sobreviventes terem acordado, trezentos jogadores do SAO ainda estão dentro do jogo, mesmo ele tendo terminado. Asuna é uma delas. Ao ver a foto da garota em um outro jogo virtual (O mundo das fadas), novamente Kirito entre no mundo do game, e lá encontra de novo a pequena Yui. Leafa, uma outra jogadora, se torna sua única companheira em busca do topo da Árvore do Mundo, onde ele crê que Asuna está presa. E as aventuras chegam até lá...

Como assim não vai ter terceira temporada?
É só isso que consegui pensar quando SAO terminou. 
A trama envolvente e futurística, te leva ao mundo virtual mais uma vez, dessa vez onde os jogadores são uma espécie de fadas. O objetivo do jogo, diz ser chegar ao topo da árvore do mundo, mas nenhum jogador conseguiu chegar perto. Mais uma vez, me vi torcendo por Kirito e claro, por Leafa, nessa busca pelo seu objetivo, que dessa vez não tem a ver com sua vida, mas sim, com salvar sua amada. Como sempre, o anime é cheio de ação, aventura, romance e até uma pitadinha de drama. E claro, muitos vilões virtuais ou não, a serem eliminados. 
Uma trama inesquecível e dinâmica, cheio de magia e muita aventura!
Simplesmente incrível.

08 março 2013

Sword Art Online - 1° temporada (Sobre o anime)

No ano de 2022, finalmente é criado o ambiente completamente virtual. Com a ajuda de um NeverGuear, um capacete que é usado como controle remoto, Kirito e milhares de outros jogadores do mundo inteiro entram no jogo "Sword Art Online". Com pouco tempo de jogo, descobrem que é impossível deslogar, antes de completar o jogo, e que aquele que morrer no jogo, o próprio NeverGuear destrói o cérebro do jogador e o mesmo acontece se alguém de fora tentar tirar o capacete.
O jogo ocorre em dois anos, e aos poucos, Kirito vai fazendo amigos, incluindo Asuna, que passa a ser sua esposa no jogo. Há também Liz, a ferreira que se apaixona por Kirito, entre outros.
Quando enfim, Kirito tem a chance de finalizar o jogo, algo dá errado. Mas o melhor é ver isso por você mesmo.
O anime tem um enredo incrível e personagens apaixonantes, um final quase desesperador para quem assiste.
Mas tarde, falarei sobre a segunda temporada.

04 janeiro 2012

Um vicio chamado Tumblr (Penso Assim)

Tem gente viciada em alcool, cigarro ou drogas. Tem gente viciada em doces, comida ou até um descontrole emocional. Tem gente viciada em leitura, ou cortes, ou televisão. Tem gente viciada em vampiros, ou contos de fadas, ou historias de terror.
Eu já fui viciada em tanta coisa.
Ouve a época que era viciada em comida. Comida pra caramba. Ouve a época em que era viciada em vampiros e andava de preto por aí. Ouve a época em que era viciada em rebeldia. Ouve a época em que era viciada em ler e passava doze horas do meu dia com a cara nos livros. Ouve a época em que era viciada em videogame, e passava quase 18horas por dia na frente dele.
E houve a época do Fake, que foi o pior vício que tive, que passava cerca de 15 a 24 horas por dia em frente ao computador, fingindo uma vida que não era minha. Isso não só acabou com a minha vida social, como me deu motivos pra esquecer totalmente a minha vida (na época, eu tava passando por uma barra gigante, e o fake me ajudou a sair um pouco desse drama, porque me alienei na "vida" virtual que fiz ali. Tinha cerca de oito fakes, e usava todos eles. Eu era muito viciada. Cheguei ao ponto de querer trocar minha familia pela familia virtual e até me apaixonei por um fake (não pela pessoa por tras do fake, mas pelo fake em si) e na minha cabeça, que não queria acreditar que ele não existia) ele era exatamente como o fake dele. Isso me fez surtar tanto, que eu virei uma adolescente meio paranoica, até que meu amigo que me apresentou o Mundo Fake, percebeu que eu estava ficando maluca já, e mandou que eu excluisse eles. Eu não exclui. Mas desativei por um bom tempo, a só voltei (por alguns minutos) um ano depois, pra dizer que estava bem, e que estava passando meus fakes a minha sobrinha (ensinando vicios, haha). E foi assim que me livrei dos fakes.
Agora, há o Tumblr. O Tumblr é o motivo da minha existência. Ele é simplesmente minha vida, meu eu, tudo o que acontece na minha vida sem graça. Eu não tenho amigos, nem vida social e nem trabalho ou coisa alguma. E o Tumblr acabou se tornando meu mundo, acabou se tornando a forma de me tirar do tédio. E eu não quero me livrar dele. Nunca!Por isso, se um dia eu tiver tão viciada, a ponto de me apaixonar por alguém do Tumblr, foda-se. Não me importo se ele der ou não bola pra mim, vou seguir até o fim, porque o Tumblr é a minha vida, então porque não se apaixonar por alguém dele?

Não recomendo a iniciação de nenhum dos vicios citados.